Mitos na Avaliação de Empresa

A Avaliação de Empresa ou Valuation tem um papel importantíssimo nos processos de compra, venda, fusão ou cisão de empresas. É preciso mensurar um valor justo pra determinada operação, incluindo todos os riscos. Porém, existem alguns mitos relacionados à este processos tão comum no mundo dos negócios.

1º Mito – Valuation é um processo objetivo.

Explicação: apesar dos modelos de valuation serem quantitativos e com boas doses de estatística, as premissas para realização deste modelo são subjetivas. O que é mais preciso: calcular o valor presente de um fluxo de caixa ou o valor das suas vendas daqui há 5 anos? Estas “entradas”, como vendas futuras, taxas de crescimento e margens, por exemplo, são altamente subjetivas e fruto da visão do avaliador e do empresário, o que podem gerar distorções nos resultados finais.

O que fazer então? O avaliador não pode se deixar influenciar pela análise.

Os dados utilizados devem ser totalmente imparciais. É preciso sempre que o avaliador justifique e confirme com as partes interessadas no processo como serão mantidas as vantagens competitivas da empresa. É preciso explicar determinada quantia de vendas no futuro. Além de prezar pela ética em todo o processo de valuation, o avaliador não pode tirar conclusões precipitadas se a empresa está sobre ou superavaliada antes de finalizar o modelo. A análise precisa ser fria e imparcial.

2º Mito – Valuation não tem data de validade.

Explicação: a empresa que está sendo avaliada não existe isoladamente. Para realizar o valuation foram utilizadas premissas de crescimento do mercado, inflação no país, riscos operacionais, entre outras. Qualquer novo fato relevante em torno da empresa, pode mudar substancialmente seu valor.

O que fazer então? O analista precisa informar aos interessados no processo os principais pontos que podem afetar a análise. E a cada modificação é preciso justificar a alteração. Em todo caso, este processo tem validade, e empresas grandes realizam no mínimo uma vez ao ano, além de utilizarem o valuation para fins gerenciais.

3º Mito – Valuation provém um valor preciso.

Explicação: É preciso considerar uma margem de erro. Apesar de todo o cuidado na hora de projetar o futuro de uma empresa, fazendo a avaliação pelo fluxo de caixa descontado, ainda assim o peso da subjetividade pode afetar o resultado.

O que fazer então? O avaliador precisa estar atento à análise de sensibilidade nas projeções. Para uma empresa grande e que já possui muitos anos de operação essa margem de variação é menor, mas para empresas pequenas ou startups é preciso considerar uma incerteza maior nos dados.

4º Mito – Quanto mais quantitativo o modelo, melhor o resultado.

Explicação: A tendência de avaliadores é usar modelos muito complexos e com muitas variáveis, mas conforme mostramos no 3º mito, isso só traz mais incerteza para o processo dificultando mais a análise.

O que fazer então? Utilizar dados que realmente importam para aquela empresa e ainda assim pesar na balança se isso não acarretará numa incerteza maior no resultado.

5º Mito – O que importa é o valor final e não o processo.

Explicação: normalmente os empresários com os quais trabalhamos estão focados somente naquele valor final. Utilizando o processo de valuation de uma maneira limitada, apenas como uma confirmação do valor da empresa. Mas todo o processo é altamente informativo para a empresa. Muitas vezes ganhamos valiosos insights sobre riscos, competidores, estratégia comercial, o que agrega valor para o comprador, etc.

O que fazer então? O empresário precisa participar do processo e não apenas fornecer dados. É possível enxergar muitas possibilidades quando se têm um processo de valuation completo nas mãos, e pode fazer inclusive o empresário mudar de ideia quanto à venda da empresa.

 

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